Casa Flutuante Sustentável
Um alojamento para 20 pessoas foi erguido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. O diferencial está na forma como ele foi projetado e implantado, como não poderia deixar de ser, já que se trata de uma área de reserva.
A casa que está “estacionada” no rio em Tefé, município do estado do Amazonas, tem 12 metros de largura por 18 metros de comprimento e “tem a função principal de servir de alojamento para pesquisadores, mas poderá receber também agentes de fiscalização que visitem a Reserva Amanã. Essa reserva estadual, junto com a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Parque Nacional do Jaú formam o corredor central de unidades de conservação do Amazonas, a maior área contínua protegida de floresta tropical do mundo.”

Vamos aos principais pontos do projeto arquitetônico, que são voltados à sustentabilidade:
- Eletricidade 100% fotovoltaica;
- A água utilizada vem da chuva e do próprio rio, sendo tratada para o consumo humano;
- O esgoto passará por um sistema de tratamento antes de ser devolvido ao rio (isso é básico, né?);
- As telhas são feitas de plástico PET reciclado, que são bem mais leves do que as de barro.
Espero também que a madeira que forma toda a estrutura da casa tenha sido retirada legalmente, mas essa é uma fonte que eu não achei.
Apesar desses aspectos projetuais serem básicos e até simples, é fácil perceber que estes são sinais dos novos tempos, com novos modos de pensar a arquitetura e sua interação com o meio, afinal dos 15 flutuantes utilizados pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, que administra Reservas da região, esse é o primeiro “a ser projetado com todos estes recursos ecologicamente corretos“. Em meio a notícias de desmatamento da nossa Floresta Amazônica dá até gosto ver algo assim, mesmo sabendo que para a proteção e preservação da Amazônia é preciso muito mais.
fonte: Portal Globo.com

