O mercado dos produtos sustentáveis
Com todas essas abordagens sobre mudanças climáticas, aquecimento global/efeito estufa, muito tem se falado em sustentabilidade. As pessoas, as empresas, os governos estão percebendo a necessidade de gerarmos menos impactos ao planeta, ou seja, sermos mais sustentáveis. E, é claro, que o mercado (de olho no capital, como não poderia deixar de ser) já está de olho nesses novos nichos de produtos sustentáveis.
Hoje em dia todos querem se tornar “sustentáveis”, pois sabem o quanto essa preocupação vem aumentando na sociedade. Ou seja, o tornar-se sustentável não é uma preocupação, necessariamente, com as questões ambientais e sim uma preocupação com a sobrevivência de uma empresa dentro de um mercado capitalista. De uma forma ou de outra, ainda é melhor ser um pouco mais sustentável – mesmo que por conta da pressão capitalista – do que não ter nenhuma prática ligada à sustentabilidade (tentando tomar cuidado com o que é real e o que é inventado pelo marketing, o chamado greenwashing).
Agora puxando para o lado da construção civil, todos sabemos o quanto essa área é impactante ao meio ambiente sob os seguintes pontos de vista: utilização de recursos naturais, consumo de energia e modificação no uso do solo.
De olho nesse nicho foi inaugurada em São Paulo a Supergreen – loja dedicada exclusivamente à comercialização de produtos ditos sustentáveis para a construção civil. Lá podem ser encontrados tubos e conexões, sistemas de aquecimento solar e energia fotovoltaica, sistemas de captação e aproveitamento da água da chuva e estação de tratamento de esgoto doméstico.
Outra opção para quem procura por outros produtos verdes é o Catálogo Sustentável, site que ajuda na busca por produtos ou serviços ligados à “sustentabilidade”. Lá podem ser pesquisados produtos nas áreas de vestuários, informática, limpeza, construção civil, decoração entre outros.
Certamente esse é um mercado em expansão e devem surgir cada vez mais empresas com esse foco. Acredito que esse fato é interessante do ponto de vista da mudança de mentalidade e entendimento da real importância do meio ambiente, e mais, da impossibilidade de dissociação entre meio ambiente e ser humano. Ainda assim deixo 2 dicas:
- Cuidado com os produtos ditos sustentáveis, verdes ou ecologicamente corretos, às vezes o marketing fala demais e o produto faz bem menos do que sua propaganda diz. Procure saber se os benefícios ambientais são reais;
- Ser ecologicamente correto não é consumir muito e sim consumir o necessário. Então antes de comprar qualquer produto, seja ele verde ou não, pense se você realmente precisa dele.
Então, antes de consumir, pense e analise. Caso realmente precise do produto opte pelos produtos menos impactantes ao meio ambiente.

